
Artrose do joelho: quando é o momento certo para operar?
A artrose do joelho, também conhecida como osteoartrite, é uma condição degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular e pela inflamação da articulação. Esse processo pode levar a dor, rigidez e limitação funcional, afetando diretamente a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades simples do dia a dia.

Dor ao levantar, subir escadas ou caminhar pode ser um dos primeiros sinais da artrose do joelho
Com o envelhecimento da população e o aumento da prática esportiva ao longo da vida, a artrose do joelho tornou-se cada vez mais comum. Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quando a cirurgia é realmente necessária e quais são as opções de tratamento disponíveis.
Neste artigo, você vai entender quando a cirurgia pode ser indicada para a artrose do joelho e quais são os principais tratamentos cirúrgicos.
Esta página foi escrita pelo Dr. Tiago Lazzaretti Fernandes, ortopedista especialista em joelho, professor livre-docente da USP e pesquisador em regeneração de cartilagem — linha de estudo que ele desenvolveu no Instituto de Ortopedia da USP, no Hospital Sírio-Libanês e no Center for Cartilage Repair da Harvard Medical School.
O que é a artrose do joelho?
A artrose do joelho é uma doença que provoca o desgaste da cartilagem, estrutura responsável por revestir as superfícies articulares e permitir o movimento sem atrito entre os ossos. Com o passar do tempo, a degeneração pode ocorrer por conta da inflamaçã o e sobrecarga, ocasionando principalmente dor e perda da mobilidade progressiva.
Os sintomas mais comuns incluem:
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Dor no joelho, especialmente ao caminhar ou subir escadas
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Rigidez, principalmente pela manhã ou após períodos de repouso
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Inchaço e sensação de crepitação
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Dificuldade para realizar atividades físicas e tarefas diárias
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Redução da mobilidade e da qualidade de vida
A progressão da artrose varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada por fatores como idade, genética, sobrepeso, lesões prévias e alinhamento dos membros inferiores.
Artrose, osteoartrite, osteoartrose e artrite do joelho no sentido popular são nomes da mesma doença. Ela não é só um desgaste mecânico: hoje se entende a artrose como uma interação de fatores locais e sistêmicos, em que a cartilagem, o osso subcondral, os meniscos, os ligamentos e a membrana sinovial participam do processo. É por isso que a inflamação faz parte do quadro — e por isso as crises de dor vêm e vão. Estima-se que 242 milhões de pessoas no mundo vivam com sintomas de artrose de joelho ou de quadril.
Quem tem mais risco
A idade é o fator mais importante: a artrose é rara antes dos 40 anos e muito frequente depois dos 65. O excesso de peso pesa duas vezes — pela sobrecarga mecânica e porque o tecido gorduroso produz substâncias inflamatórias que agridem a cartilagem. Lesões prévias contam muito: uma lesão do joelho entre os 15 e os 35 anos multiplica por cerca de seis o risco de artrose estrutural, e a ruptura do ligamento cruzado anterior é um dos maiores fatores de risco isolados. Por fim, o alinhamento: o joelho arqueado (varo) sobrecarrega o lado interno; o joelho em X (valgo), o lado externo. Tratar bem a ruptura ligamentar reduz esse risco — veja como é a cirurgia do ligamento cruzado anterior.
Artrose em um compartimento ou tricompartimental
O joelho tem três compartimentos: o medial (interno), o lateral (externo) e o femoropatelar (entre a patela e o fêmur). A artrose pode começar em um só — o medial é o mais comum — e essa distinção muda o tratamento: um desgaste limitado a um compartimento abre espaço para osteotomia ou prótese parcial, enquanto a artrose tricompartimental, que já atinge os três, costuma ser tratada com prótese total quando os sintomas não respondem ao tratamento conservador.
Artrose não é artrite reumatoide
A dúvida é frequente e a diferença importa. A artrite reumatoide é uma doença autoimune e inflamatória que acomete várias articulações e é tratada pelo reumatologista com medicamentos que controlam a imunidade; a artrose é degenerativa e local. As duas podem destruir a cartilagem do joelho e, no estágio final, ambas podem precisar de prótese — mas a artrite inflamatória contraindica a prótese parcial, e o controle clínico da doença precisa vir antes de qualquer cirurgia.
Quando procurar o especialista
Dor que já limita caminhar, subir escadas ou levantar de uma cadeira; inchaço recorrente ou joelho que esquenta depois da atividade; rigidez matinal que não passa em poucos minutos; sensação de que a perna entortou; e dor noturna, que acorda. Qualquer um desses sinais merece avaliação com o especialista em joelho.
Como o diagnóstico é confirmado
O diagnóstico é clínico e radiográfico. A radiografia precisa ser feita com carga, em pé, porque só assim mostra a real redução do espaço articular; as incidências úteis são a panorâmica dos membros inferiores, que mede o alinhamento, a frente com carga, a incidência de Rosenberg com o joelho semiflexionado, o perfil e a axial da patela. A ressonância magnética não é necessária para diagnosticar artrose e pode até confundir: em joelhos com desgaste ela quase sempre mostra alterações meniscais degenerativas que não são a causa da dor. Operar essas imagens em vez de tratar a artrose é um erro comum — entenda quando a lesão realmente exige cirurgia do menisco.

A artrose do joelho pode causar dor e limitação progressiva; quando os tratamentos conservadores não são suficientes, a cirurgia pode ser indicada para recuperar a função e a qualidade de vida.
O tratamento inicial: sempre conservador
Na maioria dos casos, o tratamento da artrose do joelho começa com métodos não cirúrgicos. O objetivo é reduzir a dor, melhorar a função do joelho e retardar a progressão da doença.

O fortalecimento muscular é parte essencial do tratamento inicial da artrose do joelho antes de considerar cirurgia.
Entre as principais opções conservadoras estão:
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Fortalecimento muscular e fisioterapia
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Controle do peso corporal
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Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios
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Infiltrações articulares (como ácido hialurônico)
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Ajustes no estilo de vida e na prática esportiva
Muitos pacientes conseguem manter boa qualidade de vida apenas com essas medidas. No entanto, quando os sintomas evoluem e deixam de responder ao tratamento conservador, a cirurgia pode ser considerada.
Exercício é tratamento, não complemento
Todas as principais diretrizes colocam o exercício como o tratamento central da artrose, para todos os pacientes. O fortalecimento do quadríceps e dos glúteos descarrega a articulação, e o movimento moderado é o que nutre a cartilagem. Há um efeito biológico além do mecânico: o Dr. Tiago é o primeiro autor de uma revisão publicada na Frontiers in Immunology que mostra como o exercício físico favorece, na membrana sinovial, o perfil de macrófagos anti-inflamatórios ligados à proteção da cartilagem. Repouso prolongado faz o contrário.
A perda de peso, quando há excesso, é a segunda medida mais eficaz: reduz a carga e reduz a inflamação, melhora a dor e a função.
Infiltrações: o que funciona e para quem
As infiltrações entram quando exercício, peso e medicação já foram otimizados e a dor persiste. O ácido hialurônico (viscossuplementação) melhora a lubrificação e costuma dar alívio de meses em artroses leves e moderadas; o corticoide age rápido em crises inflamatórias, mas não deve ser repetido muitas vezes. Saiba como é feita a infiltração com ácido hialurônico.
Terapia celular e regeneração de cartilagem: o que a ciência diz hoje
Esta é a área de pesquisa do Dr. Tiago. Em 2024, ele foi autor sênior de uma revisão sistemática com meta-análise de 25 ensaios clínicos randomizados e 1.048 pacientes, publicada no Journal of Orthopaedic Translation, avaliando a terapia com células-tronco mesenquimais na artrose do joelho. O resultado: aos 12 meses, a dor foi menor do que com viscossuplementação e com placebo, sem diferença em eventos adversos graves — mas a certeza da evidência ainda é baixa. A conclusão honesta é que a terapia celular é promissora e precisa de estudos melhores antes de virar rotina. Desconfie de quem promete regenerar a cartilagem com uma injeção.
Quando operar a artrose do joelho?
A indicação cirúrgica deve ser individualizada e baseada na avaliação clínica, exames de imagem e impacto da doença na vida do paciente.
De forma geral, a cirurgia pode ser indicada quando:
1. A dor se torna constante e limitante
Quando a dor passa a ser frequente e intensa, interferindo em atividades simples como caminhar, subir escadas ou levantar-se de uma cadeira, a qualidade de vida pode ficar comprometida.
2. O tratamento conservador não traz mais alívio
Se mesmo com fisioterapia, fortalecimento, medicamentos e outras medidas não cirúrgicas o paciente continua com dor e limitação funcional, pode ser o momento de discutir opções cirúrgicas.
3. Há deformidades no alinhamento do joelho
Alterações como joelho em “varo” (arqueado) ou “valgo” (em X) podem acelerar o desgaste da articulação e aumentar a dor. Nesses casos, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para corrigir o alinhamento e melhorar a distribuição de carga.
Artrose do joelho tem cura?
Não, no sentido de fazer a cartilagem perdida voltar. Mas tem controle: a maioria das pessoas com artrose leve e moderada vive bem, com pouca dor, apenas com exercício, controle do peso e medidas pontuais. A cirurgia entra para uma minoria — quando a dor e a limitação já dominam o dia a dia e o tratamento conservador bem feito não responde mais.
Nem cedo demais, nem tarde demais
Operar cedo demais expõe a riscos sem necessidade. Mas esperar demais também tem custo: quando a dor faz a pessoa andar cada vez menos, ela perde massa muscular, condicionamento e independência, e chega à cirurgia mais fraca — o que piora a recuperação. O momento certo da prótese é antes desse colapso funcional, e é uma decisão tomada em conjunto, com base em como o joelho está afetando a vida da pessoa, não apenas na imagem.
Tipos de cirurgia para artrose do joelho
O tipo de cirurgia depende da gravidade da artrose, idade do paciente, nível de atividade física e causa do desgaste articular.

No exame de imagem é possível observar a redução do espaço articular e sinais de desgaste característicos da artrose.
Artroscopia do joelho
Não costuma ser a opção mais recomendada. Entretanto, pode ser indicada em situações bastante específicas, quando há lesões associadas que contribuem para a dor, como fragmentos ou corpos livres soltos, lesões meniscais . Não é indicada para todos os casos de artrose, mas pode ajudar em situações selecionadas.
Osteotomia
Procedimento indicado principalmente para pacientes mais jovens e ativos, com desgaste localizado e desalinhamento do joelho. A osteotomia corrige o eixo do membro inferior, redistribuindo a carga e reduzindo a dor.
Prótese parcial ou total de joelho
Indicada para casos mais avançados de artrose, quando há desgaste importante da articulação. A substituição da articulação por uma prótese pode aliviar a dor, restaurar a função e melhorar significativamente a qualidade de vida.
Quando a artroscopia entra — e quando não
Em joelhos com artrose estabelecida, esse procedimento não trata o desgaste e não deve ser indicado só por causa de uma lesão meniscal degenerativa vista na ressonância. Ele fica reservado a situações mecânicas específicas, como corpos livres que travam o joelho. Entenda como funciona a artroscopia do joelho.
Osteotomia: como o alinhamento é corrigido
A osteotomia mais comum é a da tíbia proximal, com cunha de abertura medial: o osso é cortado e realinhado para transferir a carga do compartimento gasto para o compartimento sadio. Ela preserva a articulação, pode mudar o curso do desgaste e também protege reconstruções ligamentares em joelhos desalinhados. O planejamento é feito na radiografia panorâmica, calculando exatamente quantos graus corrigir. Costuma exigir uma noite de internação e um período de carga parcial com muletas enquanto o osso consolida.
Prótese parcial ou total: como se escolhe
A prótese parcial (unicompartimental) substitui só o compartimento doente. É indicada quando a artrose sintomática está limitada a um compartimento, o joelho é estável — com os ligamentos cruzados íntegros —, a artrose não é inflamatória e a deformidade é pequena. Preserva mais osso e mais ligamentos, e a recuperação é mais rápida. Quando o desgaste já atinge dois ou três compartimentos, ou há deformidade importante, a prótese total é a escolha certa. Em ambos os casos, os implantes atuais têm vida útil de cerca de 25 anos, e o objetivo é que um único procedimento resolva o problema pelo resto da vida; no Brasil, mais de 13 mil próteses totais de joelho foram implantadas só em 2019, e o número cresce a cada ano.
Como é a cirurgia de prótese, passo a passo
A cirurgia pode ser feita com raquianestesia ou anestesia geral, a depender do estado clínico do paciente e após conversa com o anestesista. É feita uma incisão mediana no joelho, com dissecção por planos; os cortes ósseos são realizados com guias e, em seguida, a superfície articular é substituída por componentes metálicos no fêmur e na tíbia. A cirurgia dura em média 2 horas e a internação, 4 dias; a fisioterapia começa já no primeiro dia de pós-operatório. O tempo cirúrgico é um pouco maior quando o procedimento é feito com auxílio do robô — veja como funciona a cirurgia robótica do joelho.

A prótese total de joelho é indicada em casos avançados de artrose quando há dor persistente e limitação funcional importante.
Cirurgia robótica: maior precisão e personalização
A tecnologia robótica tem revolucionado a cirurgia de prótese de joelho. Com o auxílio de sistemas computadorizados, o cirurgião consegue planejar o procedimento de forma personalizada e posicionar a prótese com maior precisão.

A cirurgia robótica permite maior precisão na colocação da prótese e resultados mais previsíveis no tratamento da artrose.
Entre os benefícios da cirurgia robótica estão:
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Maior precisão no alinhamento e posicionamento da prótese
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Resultados mais previsíveis
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Melhor equilíbrio ligamentar
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Recuperação funcional mais eficiente
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Tratamento personalizado para cada paciente
Essa tecnologia representa um avanço importante no tratamento da artrose do joelho, proporcionando maior segurança e melhores resultados a longo prazo.
Na prática, o robô não opera sozinho: ele transforma a tomografia ou o mapeamento do joelho em um plano tridimensional, mostra ao cirurgião em tempo real o alinhamento e o equilíbrio dos ligamentos antes de qualquer corte, e limita a serra ao que foi planejado, com proteção dos tecidos ao redor. A precisão de posicionamento é maior do que a das técnicas convencionais; os estudos de longo prazo sobre durabilidade ainda estão em andamento, e é assim que o Dr. Tiago apresenta a tecnologia ao paciente.
Recuperação após a prótese de joelho
A recuperação é feita por etapas, com fisioterapia desde o primeiro dia.
Dias 1 a 4 (hospital): a fisioterapia começa já no primeiro dia de pós-operatório, com fortalecimento do quadríceps e alongamentos. Caso consiga, o paciente fica de pé e dá os primeiros passos ainda no primeiro dia. Marcha com andador. Profilaxia de trombose desde o início.
Semanas 1 a 3: fisioterapia 3 a 5 vezes por semana, ganho de amplitude (meta: extensão completa e 90 graus de flexão), marcha progressiva; muletas até a marcha estar segura.
Semanas 3 a 6: caminhada sem muletas, fortalecimento, retorno às atividades domésticas.
6 semanas a 3 meses: ganho de força e equilíbrio; bicicleta, natação, caminhadas longas.
3 a 6 meses: retorno a esportes de baixo impacto — golfe, tênis em dupla, ciclismo, hidroginástica.
6 a 12 meses: recuperação plena; o inchaço residual pode durar até um ano.
Corrida e esportes de impacto não são recomendados com prótese, para preservar a durabilidade do implante.
Repouso, trabalho e direção
Após a prótese total do joelho, o retorno ao trabalho de escritório costuma ser possível entre 10 dias e 2 semanas. Na primeira semana, pelo menos, o ideal é permanecer em casa, por conta da dor e do desconforto — e é possível trabalhar de casa nesse período. Para voltar a dirigir, o critério é funcional: caminhar sem muletas, sem dor e com controle do joelho para frear com segurança.
Riscos e complicações
Toda cirurgia tem riscos, e isso precisa estar claro antes da decisão. Na prótese de joelho eles são maiores do que em uma artroscopia — é uma cirurgia de grande porte —, mas ficam baixos quando o procedimento é realizado por profissionais experientes, em hospitais bem estruturados e com material adequado, e quando as medidas de prevenção são seguidas à risca.
Por isso alguns cuidados são obrigatórios. A prevenção da trombose é feita de duas formas ao mesmo tempo: mecânica, com meias elásticas, massageador plantar e deambulação precoce; e medicamentosa, com enoxaparina (Clexane) ou rivaroxabana (Xarelto). O antibiótico profilático também é obrigatório. E, por segurança, são feitas reserva de leito de UTI e de concentrado de hemácias, para uso em caso de necessidade — o que não é comum.
Complicações são raras, mas podem acontecer — e, em alguns casos, exigir uma nova cirurgia. O acompanhamento no pós-operatório imediato faz parte do tratamento: é nesse período que se vigiam principalmente a infecção e a trombose. Sinais que devem ser comunicados à equipe sem esperar a consulta de retorno: febre, dor que aumenta em vez de diminuir, vermelhidão ou secreção na ferida operatória, e dor ou inchaço importante na panturrilha.
No longo prazo, a complicação mais relevante da prótese é a soltura ou o desgaste dos componentes, que pode exigir uma cirurgia de revisão — e é justamente o que o posicionamento preciso, hoje auxiliado pela robótica, tenta prevenir. A rigidez do joelho é evitada com a fisioterapia bem feita nas primeiras semanas.
Conclusão
A artrose do joelho é uma condição progressiva, mas que possui tratamento. Na maioria dos casos, o tratamento começa com medidas conservadoras e somente evolui para cirurgia quando há dor persistente, limitação funcional importante ou falha das terapias iniciais.
A decisão de operar deve sempre ser individualizada e tomada em conjunto com o especialista em joelho, considerando o estilo de vida, expectativas e grau de desgaste articular.
Com os avanços tecnológicos, como a cirurgia robótica e próteses modernas , é possível oferecer tratamentos cada vez mais precisos, seguros e personalizados, devolvendo qualidade de vida e mobilidade aos pacientes.
Perguntas frequentes
O que é a artrose do joelho?
É uma condição degenerativa (osteoartrite) caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem do joelho e inflamação, levando a dor, rigidez e perda de mobilidade.
Quais são os sintomas da artrose do joelho?
Dor ao caminhar ou subir escadas, rigidez (principalmente pela manhã), inchaço, crepitação e dificuldade para atividades do dia a dia.
Toda artrose do joelho precisa de cirurgia?
Não. Muitos casos são tratados sem cirurgia, com fisioterapia, medicações e infiltrações. A cirurgia é considerada quando há dor persistente e limitação que não melhoram com o tratamento conservador.
Quando a cirurgia é indicada para a artrose do joelho?
Quando a dor e a limitação funcional comprometem a qualidade de vida e não respondem ao tratamento conservador. A avaliação é individualizada com o especialista em joelho.
Artrose do joelho tem cura?
Não existe tratamento que faça a cartilagem perdida voltar. Mas a artrose tem controle: exercício, controle do peso e medidas pontuais mantêm a maioria das pessoas com pouca dor por muitos anos. A cirurgia é reservada aos casos em que a dor e a limitação já não respondem ao tratamento conservador.
Artrose tricompartimental tem cura?
Tricompartimental significa que o desgaste já atinge os três compartimentos do joelho. Não há cura, mas há tratamento: quando os sintomas não respondem mais ao tratamento conservador, a prótese total de joelho devolve a função e alivia a dor na grande maioria dos casos.
Qual a diferença entre artrose e artrite reumatoide no joelho?
A artrose é degenerativa e local; a artrite reumatoide é uma doença autoimune que inflama várias articulações e é tratada pelo reumatologista. As duas podem levar à prótese, mas a artrite inflamatória exige controle clínico antes da cirurgia e contraindica a prótese parcial.
Infiltração no joelho resolve a artrose?
Não resolve a causa, mas pode aliviar a dor por meses. O ácido hialurônico melhora a lubrificação em artroses leves e moderadas; o corticoide age rápido nas crises inflamatórias. A infiltração funciona melhor quando faz parte de um programa de exercício e controle do peso, não como tratamento isolado.
Quanto tempo dura uma prótese de joelho?
Os implantes atuais para prótese total do joelho têm vida útil de cerca de 25 anos, e o objetivo é que seja necessário realizar um único procedimento ao longo da vida. Posicionamento preciso, peso controlado e evitar esportes de impacto ajudam a preservar essa vida útil.
Quanto tempo fico internado e quando volto a andar?
A internação da prótese total do joelho é de 4 dias, em média. O paciente fica em pé e caminha com andador já no primeiro dia, se tolerado.
Quem é o médico que trata artrose do joelho?
O ortopedista especialista em joelho. Ele conduz o tratamento conservador, indica e realiza infiltrações, osteotomias e próteses, e trabalha em conjunto com o fisioterapeuta e, quando há doença inflamatória, com o reumatologista.
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