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Cirurgia do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) em São Paulo: tratamento com especialista

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma das mais comuns — e mais incapacitantes — do joelho, especialmente em pessoas ativas e atletas. Com diagnóstico correto e técnica cirúrgica adequada, o retorno seguro ao esporte e à rotina é plenamente possível.

Cirurgia do LCA por artroscopia — Dr. Tiago Lazzaretti

Cirurgia do LCA por artroscopia - Dr Tiago Lazzaretti

Atendimento particular • Hospitais de referência • USP & Harvard

O Prof. Dr. Tiago Lazzaretti Fernandes é ortopedista especialista em cirurgia do joelho e medicina esportiva, Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina da USP, com Doutorado e Pós-Doutorado (Research Fellow pela Harvard University) — com pesquisa dedicada justamente à reconstrução do LCA. Realiza a cirurgia com avaliação individualizada e tecnologia de ponta, nos principais hospitais de São Paulo (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Nove de Julho).

A lesão que marca o esporte de alto rendimento

A ruptura do LCA é tão decisiva que muda o rumo de temporadas inteiras. Casos recentes e públicos mostram a relevância de um tratamento bem conduzido:

 

  • Rodrygo (2026): ruptura do LCA e do menisco lateral do joelho direito, ficando fora da Copa do Mundo.

  • Neymar (2023): ruptura do LCA e menisco do joelho esquerdo, com reconstrução cirúrgica e longa reabilitação.

  • Rebeca Andrade: superou três cirurgias relacionadas ao LCA e voltou ao topo da ginástica mundial.

Neymar e Rodrygo afastados por lesão do ligamento cruzado anterior
Rebeca Andrade após três cirurgias de LCA — retorno ao alto rendimento

Neymar e Rodrygo, afastados por lesão do LCA (Fonte: Instagram @rodrygogoes), e Rebeca Andrade, que retornou ao alto rendimento após três cirurgias de LCA.

Momento da lesão do LCA de Neymar em Brasil x Uruguai (Eliminatórias, 2023). 
Imagens: transmissão de Uruguai 2 x 0 Brasil — Direitos: CONMEBOL / Rede Globo / SporTV.

O que é o Ligamento Cruzado Anterior

O LCA é um dos principais estabilizadores do joelho. Ele é responsável por:

  • Controlar a rotação do joelho

  • Evitar o deslocamento anterior da tíbia

  • Garantir estabilidade nos movimentos esportivos

 

Por isso, é comum em esportes com mudanças bruscas de direção, saltos, giros e desacelerações — futebol, basquete, handebol, vôlei, ginástica e corrida.

O LCA tem duas bandas funcionais, a anteromedial e a posterolateral, e elas trabalham em momentos diferentes: a anteromedial fica mais tensa com o joelho dobrado, e a posterolateral com o joelho estendido — é ela a principal responsável pela estabilidade rotacional. Entender isso importa porque a reconstrução que respeita essa anatomia é a que devolve estabilidade de verdade.

Como a lesão acontece

Entre 70% e 78% das rupturas do LCA acontecem sem contato com outro jogador: o pé fica fixo no chão, o corpo gira e o joelho entra em flexão com valgo. É o mecanismo clássico do futebol, do basquete, do handebol e do esqui. Estima-se que 70% a 80% de todas as lesões ocorrem durante a prática esportiva, e a incidência é maior em mulheres — entre atletas, a proporção chega a 4,5 mulheres para cada homem.

Um joelho que permanece instável por anos também paga um preço: a cada falseio, cartilagem e meniscos são sobrecarregados, o que acelera o desgaste e favorece a artrose do joelho.

Anatomia em 3D do ligamento cruzado anterior, conectando fêmur e tíbia.

Sinais de que você pode ter uma lesão do LCA

  • Dor após uma entorse no joelho

  • Sensação de instabilidade ("o joelho falha")

  • Estalos ou inchaço recorrente

  • Dificuldade para praticar esportes

  • Histórico de lesão ligamentar

Como o diagnóstico é confirmado

No momento da lesão, cerca de 85% das pessoas relatam um estalido seguido de dor intensa, e em torno de 70% o joelho incha nas primeiras horas por sangramento dentro da articulação. Esses dois sinais juntos, depois de uma torção, já justificam avaliação com especialista.

No consultório, o diagnóstico começa pelo exame físico: testes como o Lachman, a gaveta anterior e o pivot-shift medem o quanto a tíbia desliza e gira em relação ao fêmur sem o ligamento. O pivot-shift é o que melhor reproduz a instabilidade que o paciente sente no esporte. A ressonância magnética é o padrão-ouro para confirmar a ruptura e mapear as lesões associadas — mas ela confirma o exame clínico, não o substitui.

Veja também exemplos reais de diagnóstico e recuperação após uma lesão do LCA.

Quando a cirurgia de LCA é indicada

Nem toda lesão do LCA exige cirurgia. A decisão é individualizada e considera seus objetivos e o exame do joelho. A reconstrução costuma ser indicada quando há:

  • Instabilidade do joelho

  • Desejo de retorno ao esporte

  • Lesões associadas (menisco ou cartilagem)

  • Falha do tratamento conservador

Toda lesão do LCA precisa de cirurgia?

Não. Algumas pessoas conseguem manter o joelho estável mesmo sem o ligamento, com fortalecimento muscular, propriocepção e trabalho de core — na literatura elas são chamadas de copers. Para quem tem baixa demanda esportiva ou uma ruptura parcial sem instabilidade no dia a dia, o tratamento conservador é uma opção real.

A reconstrução é indicada para quem tem instabilidade funcional — o joelho "falha" — e quer voltar a esportes com mudança de direção. Há um detalhe que pesa na decisão: em joelhos instáveis, o risco de lesão do menisco aumenta com o tempo de ruptura do LCA. Adiar a cirurgia em quem tem indicação clara não é neutro; pode custar o menisco. Quando a lesão meniscal já existe, a prioridade não é a remoção, e sim a sutura do menisco.

Como é a cirurgia de reconstrução do LCA

O procedimento é feito por artroscopia (minimamente invasiva): o ligamento rompido é substituído por um enxerto (tendão do próprio paciente ou de banco de tecidos). O tratamento pode envolver:

  • Reconstrução intra-articular com o enxerto mais adequado a cada caso

  • Reforço extra-articular, quando indicado, para melhorar a estabilidade rotacional

  • Tratamento das lesões associadas do menisco e cartilagem no mesmo tempo cirúrgico

Qual enxerto é usado

O ligamento rompido não é costurado de volta na maioria dos casos: ele é substituído por um enxerto de tendão. As opções mais usadas são os tendões flexores da coxa (semitendíneo e grácil, a "pata de ganso") e o tendão patelar com blocos ósseos; o tendão do quadríceps é uma terceira opção. O enxerto pode vir do próprio paciente ou de banco de tecidos.

A espessura do enxerto importa: há relação direta entre um enxerto mais espesso e menor risco de nova ruptura. Por isso, quando os tendões flexores são finos, eles podem ser dobrados em mais bandas para aumentar o diâmetro final.

Preservar o que restou do ligamento

Sempre que possível, as fibras remanescentes do LCA original são preservadas em vez de removidas. Elas mantêm vascularização e terminações nervosas que ajudam o cérebro a "sentir" a posição do joelho — o que contribui para estabilidade e equilíbrio depois da cirurgia.

Reforço extra-articular: quando é indicado

Em pacientes jovens, atletas de alto rendimento com muita mudança de direção, casos de nova ruptura ou instabilidade muito acentuada no exame físico, pode ser feito um reforço adicional na face lateral do joelho, com uma fita do trato iliotibial ou parte do enxerto dos flexores. Ele protege a reconstrução principal contra a rotação.

Anestesia, internação e duração

A cirurgia é feita por artroscopia, geralmente com uma noite de internação. Se for necessário, o paciente permanece mais tempo no hospital — até a dor estar controlada e ele conseguir caminhar e executar as funções mínimas do dia a dia com segurança. A anestesia costuma ser raquidiana com sedação, decidida com o anestesista. O procedimento dura em média entre 1 hora e 1 hora e meia; quando há sutura do menisco ou reforço extra-articular no mesmo tempo cirúrgico, leva mais.

Saiba mais sobre a artroscopia do joelho.

Artroscopia do joelho: câmera e instrumentos entram por pequenas incisões.

Cirurgia artroscópica do joelho em hospital de referência em São Paulo
Centro cirúrgico de hospital de referência em São Paulo

Cirurgia artroscópica do joelho e a estrutura de ponta dos hospitais de referência em São Paulo onde o Dr. Tiago opera.

Reconstrução anatômica do LCA — autoridade científica

Posicionar o novo ligamento exatamente onde ficava o original (reconstrução anatômica), respeitando os feixes anteromedial e posterolateral, é determinante para a estabilidade do joelho.

Esse foi precisamente o tema do Mestrado e do Doutorado do Dr. Tiago Lazzaretti na Faculdade de Medicina da USP — pesquisa sobre a estabilidade articular do joelho na reconstrução anatômica do LCA. A técnica que ele aplica no centro cirúrgico é a mesma que estudou cientificamente e ajudou a aprofundar.

O capítulo sobre lesões do LCA do Tratado de Ortopedia e Traumatologia (Sizinio Hebert), referência do ensino de ortopedia no Brasil, é de autoria do Dr. Tiago em conjunto com os professores André Pedrinelli e Arnaldo José Hernandez, da USP.

Produção científica sobre LCA na USP — Dr. Tiago Lazzaretti
Defesa de doutorado na FMUSP sobre o ligamento cruzado anterior

Doutorado e defesa na FMUSP — formação e produção científica dedicadas ao ligamento cruzado anterior (LCA).

Visão artroscópica da reconstrução anatômica do LCA — feixes AM e PL

Visão artroscópica: posicionamento anatômico dos feixes AM e PL na reconstrução do LCA.

Recuperação e retorno ao esporte

O retorno seguro depende de um processo estruturado: cirurgia adequada, fisioterapia especializada, fortalecimento muscular, treino neuromuscular e avaliação funcional antes da liberação. O tempo médio de recuperação varia entre 8 e 10 meses.

A reabilitação após a reconstrução do LCA é feita por etapas com critérios, não por calendário: cada fase só avança quando o joelho cumpre objetivos de amplitude, força e controle de movimento. Isso respeita a biologia da cicatrização do enxerto e reduz o risco de sobrecarga. Os prazos abaixo são médias — o seu joelho é que define o ritmo.

As fases, em média

Semanas 1 a 2: controle da dor e do inchaço, extensão completa do joelho e início do fortalecimento, que começa já na primeira semana com a ativação do quadríceps. Muletas nos primeiros dias, com carga progressiva.

Semanas 2 a 6: marcha normal sem muletas, amplitude de movimento completa, progressão do fortalecimento.

Semanas 6 a 12: fortalecimento progressivo, bicicleta, exercícios em cadeia fechada.

3 a 6 meses: corrida em linha reta, agilidade, início do gesto esportivo.

6 a 9 meses: treino específico do esporte, transição da fisioterapia para o campo ou quadra.

8 a 10 meses: retorno ao esporte com mudança de direção, após avaliação funcional.

Repouso, trabalho e direção

O retorno ao trabalho de escritório costuma acontecer em torno de 1 a 2 semanas. Para voltar a dirigir, o critério é funcional — caminhar sem muletas, sem dor e com controle do joelho para frear —, o que costuma acontecer entre 3 e 4 semanas.

Prevenção de nova lesão

Uma reconstrução bem feita não elimina o risco de nova ruptura — nem no joelho operado, nem no outro. Programas de treino neuromuscular como o FIFA 11+, com 15 minutos de propriocepção, equilíbrio e pliometria antes do treino, reduzem esse risco e devem fazer parte da rotina de quem voltou ao esporte.

Riscos e complicações

Toda cirurgia tem riscos, e isso precisa estar claro antes da decisão. Na reconstrução artroscópica do LCA esses riscos são baixos quando o procedimento é realizado por profissionais experientes, em hospitais bem estruturados e com material adequado.

Complicações são raras, mas podem acontecer — e, em alguns casos, exigir uma nova cirurgia. Por isso o acompanhamento no pós-operatório imediato faz parte do tratamento: é nesse período que se vigia principalmente a infecção e a trombose. Sinais que devem ser comunicados à equipe sem esperar a consulta de retorno: febre, dor que aumenta em vez de diminuir, vermelhidão ou secreção na ferida operatória, e dor ou inchaço importante na panturrilha.

A complicação mais temida a longo prazo é a nova ruptura do enxerto. Ela é mais frequente em pacientes jovens que voltam cedo demais ao esporte de contato, e é justamente o que a reabilitação por critérios, o enxerto de espessura adequada e, quando indicado, o reforço extra-articular tentam prevenir.

Quando há lesão meniscal associada, tratada no mesmo procedimento, o protocolo de recuperação pode mudar — veja como é a cirurgia do menisco.

Cada caso é único. O diagnóstico correto e o acompanhamento especializado aumentam significativamente as chances de uma recuperação completa.

Por que tratar com o Dr. Tiago Lazzaretti

  • Especialização e ciência: USP, Livre-Docência e Research Fellow por Harvard, com Mestrado e Doutorado dedicados ao LCA.

  • Hospitais de referência: cirurgias nos melhores hospitais de São Paulo e do Brasil.

  • Atendimento personalizado e acolhedor: do diagnóstico ao retorno ao esporte.

  • Tecnologia e tratamentos avançados em cada etapa.

Reconstrução do LCA conduzida pelo Dr. Tiago Lazzaretti

Perguntas frequentes

Toda lesão do LCA precisa de cirurgia? 

Não. A indicação é individualizada e depende da instabilidade, das lesões associadas e dos seus objetivos. Pacientes ativos e atletas costumam se beneficiar da reconstrução.

Quanto tempo leva a recuperação? 

Em média de 8 a 10 meses para o retorno ao esporte, com reabilitação estruturada e avaliação funcional antes da liberação.

É possível voltar ao esporte de alto rendimento? 

Sim. Com tratamento correto e acompanhamento especializado, o retorno ao alto rendimento é possível — como mostram casos públicos de atletas que superaram a lesão.

O Dr. Tiago atende por convênio?

O atendimento é particular, com possibilidade de reembolso, nos principais hospitais privados de São Paulo.

O que é a cirurgia de LCA?

É a reconstrução do ligamento cruzado anterior rompido usando um enxerto de tendão, feita por artroscopia — pequenas incisões, câmera e instrumentos dentro do joelho. O enxerto é posicionado exatamente onde ficava o ligamento original.

Quanto tempo dura a cirurgia de LCA?

Em média de 1 hora a 1 hora e meia. Quando há sutura do menisco ou reforço extra-articular no mesmo procedimento, o tempo é maior.

O enxerto é do próprio paciente ou de banco?

As duas opções existem. O enxerto do próprio paciente (tendões flexores, patelar ou quadríceps) é o mais usado; o de banco de tecidos evita a retirada de tendão, mas exige critérios de qualidade e fixação segura. A escolha é individualizada.

Qual o risco de romper de novo?

Existe, e é maior em jovens que voltam cedo ao esporte de contato. Enxerto de espessura adequada, reabilitação por critérios e, nos casos indicados, o reforço extra-articular reduzem esse risco.

Quando posso voltar a trabalhar e a dirigir?

Trabalho de escritório em torno de 1 a 2 semanas. Dirigir quando estiver caminhando sem muletas, sem dor e com controle para frear — em geral entre 3 e 4 semanas.

Quanto tempo fico internado?

Geralmente uma noite. Se for necessário, a internação se estende até a dor estar controlada e o paciente conseguir caminhar e executar as funções mínimas do dia a dia com segurança.

Referências científicas

Fernandes TL, Pedrinelli A, Hernandez AJ. Lesões Ligamentares do Joelho: Ligamento Cruzado Anterior. In: Hebert S et al. Tratado de Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Práticas. Vol. 2, cap. 129.

Fernandes TL, Moreira HH, Andrade R, et al. Clinical Outcome Evaluation of Anatomic ACL Reconstruction With Tunnel Positioning Using Gold Standard Techniques: A Systematic Review and Meta-analysis. Orthop J Sports Med. 2021. doi 10.1177/23259671211013327

Felix ECR, Alonso AC, Brech GC, Fernandes TL, et al. Is 12 months enough to reach function after athletes' ACL reconstruction: a prospective longitudinal study. Clinics. 2022. doi 10.1016/j.clinsp.2022.100092

Fernandes TL, Souza MO, Albuquerque C, et al. Anteromedial or central anatomic ACL reconstruction? A cadaveric hip-to-toe study. Acta Ortop Bras. 2023. doi 10.1590/1413-785220233104e268195

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